terça-feira, 8 de novembro de 2016

O PODER E O POVO

     
httpswww.google.com.brsearchq=o+poder+e+o+povo&espv=2&biw=1366&bih=638&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwiA79Tbw5rQAhXBgpAKHXqeCnkQ_AUICCgD#tbm=isch&q=multid%C3%A3o+de+pessoas&imgrc=PUJEDkPiyg7xoM%3A

     A relação entre poder e povo oferece muito, senão tudo que precisamos para refletir sobre o que nos cerca desde sempre, afinal, aquele não existe desassociado deste. Talvez jamais se esgote a discussão sobre o poder estar com o povo, não obstante as controvérsias, até porque, não raro se percebe este sendo oprimido por aquele. 
     O mais importante é a reflexão que fazemos para entendermos como surgem o poder e seus desdobramentos. Ele não emana do nada, não tem existência concreta, não tem senso de humor, mas no campo do abstrato, ele assume a posição de entidade máxima quando se trata de fazer acontecer.
     Uma análise superficial nos desperta para a relação entre poder e força e como esta parece mais compreensível em sua origem, isso já aponta, ao menos para um entendimento: se aceitarmos que o mais “forte” tem mais força teremos de aceitar que o mais forte é o mais poderoso.
     No entanto, o poder, a força e o povo continuarão estimulando nossas discussões. Mas outro entendimento se desenha: o poder precisará de organização, ou seja, poderá tê-lo quem melhor se organizar. Caberá ao povo essa façanha sob pena de ser organizado, dominado, instrumentalizado, transformado em boi de boiada.
     Ante o que se constata nos palcos da vida, não seria demais afirmar que o povo perdeu seu atributo mais valioso, e a pequena parcela de pessoas que melhor se preparou no desafio de entender o poder, abraçou-o como uma mãe a sua cria.

     Nesse momento, no Brasil, é assustador como o povo parece anestesiado, aguardando sabe-se lá o que para levantar. Resta-nos torcer para que não lhes faltem pernas.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

O PODER DA FORÇA

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“Nunca o mais forte o é tanto para ser sempre senhor, se não converte a força em direito e em dever a obediência;” já dizia Rousseau nos idos de 1762. Isso sugere que entre Adolf Hitler e Teresa de Calcutá, por exemplo, estamos todos nós outros, pobres mortais, com ou sem força.

Como partes de um Estado que se impõe como guardião da sociedade, capaz de cobrar desta e a seu modo, tudo que entende necessário para seu sustento, assistimos sua impotência e incompetência sempre que pune o cidadão por não educá-lo.

Naturalmente que na distribuição e organização da tarefa de cada membro da sociedade, não se poderia prescindir da “ordem”, daí a necessidade da lei, e como a maior de todas, a Constituição Federal.

Entretanto, percebe-se que a lei continua refém dos interesses da sociedade, e esta incapaz de produzir o consenso, mas nem tanto de desobedecer à própria Constituição, daí o gigantismo da “força”.

As forças de uma sociedade se estabelecem dentro de uma conformidade “natural”, mas o jugo da lei não se aplica igualmente entre os legislados, o que produz a desordem, que ao clamar por outras forças provoca a injustiça, onde se perde a sociedade.

A necessidade de o Estado gerir sua existência o transformou em “patrão”, assemelhando-se a outros não “estatais”, enquanto a lei estabelece direitos e deveres para patrões e empregados, assistindo, no entanto, a  “força” centrada no empregador. Dentre os direitos do trabalhador está o de protestar contra os abusos do patrão, o conhecido direito de greve.

Esse é um instrumento usado em casos de intransigência total do senhor, o que demonstra que não há greve por preferência do empregado, mas por exigência velada do patrão que detém a condição de negociar.

Em inúmeros casos em que o trabalhador, no uso de seu direito à greve é punido pelo Poder Judiciário, mesmo à revelia da Lei, este desmoraliza o Estado, pois, normalmente, a greve nasce da necessidade  do empregado e da intransigência do patrão.

Há um direito constitucional de reposição inflacionária garantido a todo trabalhador que, vez por outra, o Estado/patrão ignora, eis aí uma situação em que o empregador não teria responsabilidade alguma por uma possível greve, o que desautorizaria qualquer corte de ponto do trabalhador.


A lei (um judiciário) antiética é uma ameaça à decência, é um descalabro, é uma derrocada, é o cúmulo a pretensão.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

IGUAIS E DIFERENTES

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é assim que somos:
frágeis amantes,
odiosos ferrenhos,
indecisos, “todos”,
senhores causídicos, circunstanciais,
e entre crentes e tementes, convenientes;
doutores… do que?
“sábios aprendizes” do querer,
estúpidos sábios do poder,
inimigos irmãos,
pobres deuses
em altares de areia,
convictos de alguém falou,
de olhares perdidos
e pobres palavras,
pegadas dispersas
à revelia de quem…

sábado, 8 de outubro de 2016

RÉU CONFESSO

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eu confesso toda minha culpa,
confesso todos os crimes que pensei:
eu criei o reino de minha vaidade
onde consciente e inconscientemente sentenciei,
minhas pobres palavras com que pequei,
aqui as confesso:
contra tantos
em tom de justiça proferi
e vingando mágoas do m
im de justi pequei
sentenciei
blasfemei,
quantas vezes senti o meu próprio veneno
destilado em palavras que não vigiei,
mas o que mais me fez vítima
foram os pecados que pratiquei:
eu vi o mundo e o desejei,
eu tramei para ser o primeiro;
não respeitei o inimigo de minhas vitórias
que, vaidosamente, criei,
eu só pensei em mim
e por meus pecados
não peço perdão,
mas quando achar que não pequei
que eu sirva de degraus para aqueles
em quem sequer tropecei.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O VALOR DO VOTO

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     O voto decide quem será o ou a presidente da associação de seu bairro, o voto decide quem será o vereador ou a vereadora de sua comunidade, o voto decide quem será o prefeito ou a prefeita de sua cidade, o voto decide quem será o deputado ou a deputada de sua região, o voto decide quem será o governador ou a governadora de seu estado, o voto decide quem será o ou a presidente de seu país.
     E mais, em casos de conflito e/ou grandes interesses, o voto também pode decidir se haverá guerra, quem será morto e quem viverá, ou seja, o voto tem um poder tão amplo que dificilmente o compreenderemos em sua totalidade. O que não significa dizer que isso é impossível.
     Naturalmente, que sempre haverá discórdia entre nós quanto ao entendimento acerca desse, como de qualquer outro assunto, mas, ouso dizer que seria bastante positivo que aceitássemos refletir pontos como esse, afinal, o voto interfere na vida de todos nós.
     É sabido que, como eleitores, nós temos “nossas” razões que explicam e defendem nosso voto, e sempre que tal posição vai na contramão da lógica política, invariavelmente, os políticos são os maiores irresponsáveis, afinal, os exemplos que sobram em nossa história, senão todos, a imensa maioria, aponta(m) para políticos aproveitadores.
     É comum a exibição de humildade, diga-se, “normalmente”, falsa, de políticos durante as campanhas, pois em tais circunstâncias, esses são competentes atores, e se uma vez eleitos faltar-lhes competência política, não lhes faltarão instrumentos, “todos” discutíveis, em defesa de sua nova posição.
     O eleitor é o grande juiz da política, é ele quem decide quem ganhará, em sua sabedoria humilde ou imponente. É lamentável que o político, historicamente, tenha lhe dado as costas, destruindo sua fé e sua esperança.








domingo, 18 de setembro de 2016

AS FACES DA PEDRA

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no meu caminho,
eu vi uma pedra,
persistente pedra,
orgulhosa pedra,
uma entre tantas
de meus tantos caminhos;
não me choquei na pedra
do meu caminho,
não me desviei da pedra
do meu caminho,
não zombei
nem chutei a pedra
do meu caminho,
eu pensei:
que pedra!
e pensei que pedras
estão para os caminhos,
como já dizia Drummond;
e pensei…,
pensei e pensei…
se não fossem as pedras…


quinta-feira, 8 de setembro de 2016

O APELO DO SILÊNCIO

httpswww.google.com.brsearchq=o+apelo+do+silencio&espv=2&biw=1517&bih=741&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjnpOv2w4DPAhWDW5AKHQ0RBbgQ_AUIBigB&dpr=0.9#imgrc=oEtKQay8uFH_5M%3A

Perdão, oh meu pai divino,
Por sua obra pretender versar,
Isso sou eu em minhas alegrias,
E em minhas tristezas, querendo ajudar;

Das coisas que entendo e que não entendo,
Em minha humildade, eu quero falar,
A começar pelas secas que nos matam de sede,
E pelas enchentes que nos fazem naufragar;

Não entendo o sol contra o lavrador,
Não entendo as chuvas fora de lugar,
Não entendo o silêncio das vítimas,
Não entendo a justiça que nos faz penar;

Não entendo a força das águas,
Porque todas elas só correm pr'o mar,
Por que, que os rios não correm pra cima,
Se os oceanos se encontram por todo lugar?

Não entendo os filhos que abandonam seus pais,
E não entendo estes que os fazem chorar,
Entendo os sentimentos do homem de bem,
Mas não entendo o homem que pensa em matar;

Não entendo a promessa que a bíblia nos fez,
De que vosso filho pretende voltar,
Não entendo a guerra das religiões,
Se todas pregam que devemos amar;

Eu não entendo o medo dos homens,
Por que o bem perde e o mal tem ganhar,
Não entendo a força do destino,
Não entendo os limites a nos separar;

Eu não entendo a guerra das cores,
O preto e o branco a se discriminar,
Não entendo porque a natureza,
Diz que um tem que morrer para outro escapar;

Eu não entendo tanta inteligência,
A serviço do mal quando devia estar,
Trabalhando pelo amor do mundo,
Que vosso filho pregou antes de nos deixar;

Também não entendo tanta ignorância,
Quando todos deviam poder estudar,
Mas como entender oh, meu pai altíssimo,
Essa espera eterna para te encontrar?!

Desde que nasci que ouço os mais velhos,
A dizer que o mundo vai se acabar,
Mas eu não entendo esse fim do mundo,
Se todo dia ele acaba, como recomeçar?!

Também não entendo o juízo final,
Onde dizem que vamos nos encontrar,
Mas entendo não ser em vão minha luta,
De em Vossa justiça sempre confiar.

O APELO DO SILÊNCIO

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Perdão, oh meu pai divino,
Por sua obra pretender versar,
Isso sou eu em minhas alegrias,
E em minhas tristezas, querendo ajudar;

Das coisas que entendo e que não entendo,
Em minha humildade, eu quero falar,
A começar pelas secas que nos matam de sede,
E pelas enchentes que nos fazem naufragar;

Não entendo o sol contra o lavrador,
Não entendo as chuvas fora de lugar,
Não entendo o silêncio das vítimas,
Não entendo a justiça que nos faz penar;

Não entendo a força das águas,
Porque todas elas só correm pr'o mar,
Por que, que os rios não correm pra cima,
Se os oceanos se encontram por todo lugar?

Não entendo os filhos que abandonam seus pais,
E não entendo estes que os fazem chorar,
Entendo os sentimentos do homem de bem,
Mas não entendo o homem que pensa em matar;

Não entendo a promessa que a bíblia nos fez,
De que vosso filho pretende voltar,
Não entendo a guerra das religiões,
Se todas pregam que devemos amar;

Eu não entendo o medo dos homens,
Por que o bem perde e o mal tem ganhar,
Não entendo a força do destino,
Não entendo os limites a nos separar;

Eu não entendo a guerra das cores,
O preto e o branco a se discriminar,
Não entendo porque a natureza,
Diz que um tem que morrer para outro escapar;

Eu não entendo tanta inteligência,
A serviço do mal quando devia estar,
Trabalhando pelo amor do mundo,
Que vosso filho pregou antes de nos deixar;

Também não entendo tanta ignorância,
Quando todos deviam poder estudar,
Mas como entender oh, meu pai altíssimo,
Essa espera eterna para te encontrar?!

Desde que nasci que ouço os mais velhos,
A dizer que o mundo vai se acabar,
Mas eu não entendo esse fim do mundo,
Se todo dia ele acaba, como recomeçar?!

Também não entendo o juízo final,
Onde dizem que vamos nos encontrar,
Mas entendo não ser em vão minha luta,
De em Vossa justiça sempre confiar.

domingo, 28 de agosto de 2016

A CASA DO JECA

httpswww.google.com.brsearchq=casa+do+jeca&espv=2&biw=1366&bih=667&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjhkY-ysuXOAhWCEJAKHeY6C_IQ_AUIBigB#imgrc=sD3hLUYOCmUceM%3A

Minha casa não tem luxo,
Não tem nada,
É menos que uma morada,
Mas de humildade especial,
Não tem quarto,
Não tem sala, nem varanda,
Parece mais uma choupana
Telhada de capinzal;

Não tem TV;
Não tem rádio, nem vitrola,
Mas tem algo que consola,
Que os palácios não têm,
Uma senhora,
E uma porção de meninos,
Quase todos pequeninos,
Mas todos se querem bem;

Lá não tem brigas,
Ninguém fala em herança,
Ignoramos a abastança,
E somos gratos por viver;
Pois não queremos
Mais que água e comida,
Isso basta a nossas vidas,
Mais que isso para quê?

domingo, 21 de agosto de 2016

O PREÇO DA PAZ

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não tenho paz,
não tenho lei,
justiça, não tenho,
mas fome de tudo
menos de obrigação;
a paz é da força
a justiça é cifrada,
a dor é o limite,
a morte, a fronteira,
mas a mentira,
o forasteiro,
a enganação
são grandes armas,
são outras leis,
justiça não tenho.