quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

A POLÍTICA DA GUERRA



     A guerra, via de regra, é um projeto maligno e criminoso de alguém com sede de vingança e ou de poder que não mede esforços para atingir seu objetivo. Uma mente macabra não se intimida, até porque, antes ela é doente, incapaz de ser humana em sua totalidade, enxergando apenas o caos e a dor, com o que se apraz. Falsa sensação de eternidade leva pessoas a desprezar pessoas por aquilo que se pensa ter acrescido em patrimônio, relegando seu semelhante a total desprezo, definitivamente. 




sábado, 28 de novembro de 2020

A POLÍTICA DA COR



A cor poderia ser apenas um ton, mas lhe deram muito mais que isso, lhe deram força, formas, voz, vida; e se alguém defender que também lhe deram morte não será uma discussão simples e vazia. A cor realmente poderia ser apenas um encanto aos olhos em sua infinita variedade e, mesmo sem deixar de ser, ganhou conotações conceitualmente diversas  para os mais variados propósitos. 


O advento da escravidão africana produziu uma relação de caráter desprezível de pessoas brancas para com pessoas negras, racialmente, falando, pois se não bastasse a barbárie praticada em todo o processo que desembocava na chegada dos negros aprisionados ao Brasil, suas vidas, dali pra frente, deixavam de lhes pertencer. E pelos séculos que essa realidade perdurou, a cor da pele dessas pessoas reduzidas a uma nova espécie, assumiria a marca indelével da parede invisível que separaria essas pessoas, em nome do que todos os tipos de crimes seriam permitidos contra elas, como se humanos não fossem. 


Hoje muitos anos após o fim daquele processo bárbaro, praticado por quem se auto intitulava pessoas do bem, cristãos, inclusive, ainda sobra quem se mantenha com os mesmos sentimentos em relação a esse crime contra a humanidade. Esta realidade também é fruto da forma abjeta como o país pôs fim àquele processo criminoso, o que não justifica o comportamento de quem, estupidamente, insiste em se atribuir qualquer superioridade. Mas a história mostra que a cor do escravizado africano ganhou um caráter particular da aversão "branca", até porque, outras escravidões mundo afora, não africanas, não apontam para sequelas semelhantes como uma mácula tão desafiadora. 


O Brasil, como outros países também, todos abençoados pela Santa Igreja, indisfarçavelmente, instituiu a política mais cruel que a mente humana pode imaginar, contra o negro escravizado. Mas como se isso fosse pouco, esse crime contra a humanidade seria irreparável em sua inimaginável longevidade, até porque, mesmo com o fim desse processo ignominioso, muitos de seus autores e seus descendentes parecem continuamente convictos de que, não apenas não fizeram nada de errado, como inclinados a retomarem o curso da escravidão se a situação se lhes apresentasse oportuna. 


Uma olhada para trás, tão para trás que milhares de pessoas já não enxergam, ou se libertaram, nos separa da ESCRAVIDÃO abjeta, mas nos alerta para o que subsiste dela dentro de nós, de nós não apenas escondidos em pele branca, pois a política de negação à cor foi tão forte e implacável, que não raro se percebe negros negando-se à sua origem. A escravidão matou muito mais que pessoas, ela instituiu uma condenação atemporal, com força de irreparável, aos seus descendentes, isso porque o branco escravocrata nunca deixou de o ser.


A ESCRAVIDÃO não foi um crime qualquer, ela foi um “CRIME CONTRA DEUS”, mas para a pessoa que não tem pudor em maltratar, humilhar, ferir e matar outra pessoa sem que esta sequer lhe provoque a fúria irracional na qual ouse se amparar, essa pessoa não tem Deus senão como uma palavra ou instrumento para uso oportuno. A verdade é que o fim da escravidão, de pronto, só libertou o negro do pelourinho, pois não libertou seus carrascos senhores do ressentimento de desumanidade por eles construído como a parede invisível que os cercava e separava, dolorosamente, quiçá, por muitas vidas. 







domingo, 18 de outubro de 2020

A POLÍTICA DA USURA

     A usura assumiu a postura das pessoas que abriram mão do razoável na busca por posses, inclusive, esquecendo a transitoriedade de tudo.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

A POLÍTICA DA CONCILIAÇÃO

 

     A conciliação é um engodo, e a prova disso está na forma de organização da sociedade, ou seja, pessoas se afogando no luxo de um lado e pessoas se perdendo no lixo do outro. Enquanto houver um abismo separando pessoas, será indiscutível que não existe nenhuma conciliação, há sim, a miserabilidade como sistema que disputa pessoas. 


terça-feira, 29 de setembro de 2020

A POLÍTICA DA DEMOCRACIA

 

https://www.google.com.br/search?q=o+pobre+e+o+rico&tbm=isch&ved=2ahUKEwiR-cjjg4_sAhU-K7kGHXbfD2sQ2-cCegQIABAA&oq=o+pobre+e+o+rico&gs_lcp=CgNpbWcQAzICCAAyBggAEAUQHjIGCAAQCBAeMgYIABAIEB4yBggAEAgQHjIGCAAQCBAeMgYIABAIEB4yBAgAEBgyBAgAEBgyBAgAEBg6BAgjECc6BQgAELEDOgQIABBDOgcIABCxAxBDOgYIABAHEB46CAgAEAcQBRAeOggIABAIEAcQHlDH9wFYlsMCYOnHAmgAcAB4AIAB7wKIAfohkgEGMi0xMi40mAEAoAEBqgELZ3dzLXdpei1pbWfAAQE&sclient=img&ei=nIFzX5G7Dr7W5OUP9r6_2AY&bih=625&biw=1366#imgrc=QtzNWVrnWLiM2M

O objetivo dessa política parece cada vez mais claro que é apenas conciliar o caos do lixo com a esbórnia do luxo. E com esses sinais já deixa claro para os interessados que a democracia representa o grande palco em que assegura a presença de todas as faces.

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

A POLÍTICA DO NADA


     O nada condena uma sociedade por sua indiferença, o que leva a esquecê-la, consequentemente, matando-a por inanição. É a falta de tudo, o que começa com a anulação de direitos duramente conquistados até o desespero de já não ter nem forças para reagir. 



terça-feira, 8 de setembro de 2020

A POLÍTICA DA RAIVA

 

https://www.google.com.br/search?q=raiva&tbm=isch&ved=2ahUKEwjCiNy6gY_sAhVtLrkGHRX3C_oQ2-cCegQIABAA&oq=raiva&gs_lcp=CgNpbWcQAzIFCAAQsQMyBQgAELEDMgIIADICCAAyAggAMgIIADICCAAyAggAMgIIADICCAA6BAgAEEM6BAgjECdQyJoVWP-iFWCTphVoAHAAeACAAcECiAGqCpIBBTItNC4xmAEAoAEBqgELZ3dzLXdpei1pbWfAAQE&sclient=img&ei=LX9zX4K-Ku3c5OUPle6v0A8&bih=625&biw=1366#imgrc=zqfImiyoJfUOYM

sábado, 29 de agosto de 2020

A POLÍTICA CIDADÃ


 https://www.google.com.br/search?q=ruas+sujas&sxsrf=ALeKk014pKfgZE0lF-xigkJbZd0K_gY9Tw:1601404713259&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=2ahUKEwi-zsy4gY_sAhVnIbkGHWh7DtsQ_AUoAXoECAsQAw&biw=1366&bih=625#imgrc=l8nf8e3loKYEeM


O termo cidadã como qualificador, nesse caso, dá política, corresponderá, naturalmente, à política praticada pelo/a cidadão/ã, política essa que impactará mais do que, comumente, se imagina, no conjunto da sociedade.

Esse tema despertou minha atenção em um momento bem particular. Retornando do interior para a capital, parei em um restaurante para tomar um menor (cafezinho) e fui ao banheiro. Ao observar o estado daquele mictório entupido, papel de bala dentro de outro, sujeira generalizada, exemplo de descaso total, não pude me furtar à crítica olhando no espelho, pois precisava não esquecer de que faço parte dessa sociedade.

É que de imediato questionei meus botões: isso é coisa do cidadão, normalmente, ignorante, indiferente e, não raro, desonesto, pois ele se dá esse "direito", e, certamente, sem se tocar para os prejuízos advindos de sua ação. E além de tantas atitudes irresponsáveis para com o outro e para com nós mesmos, ainda permitimos o papel de críticos.

Essa sociedade caótica, doente, cheia de mazelas representa o cuidado que temos com o mundo que nos cerca e do qual não podemos abrir mão. Não parece razoável tamanha estupidez desfilando na mesma passarela em que nossa arrogância passeia de nariz em pé.

 

O QUE É ISSO?